Movimento Perpétuo
Sou qualquer coisa perdida ali pelo meio
Sou um cavalo sem dullahan e sem freio
Que corta as estepes do tempo e parte
Rumo à nova era da qual são estandarte
A liberdade, lei de alma, o trovador
Que é o trote da agitação interior
Que é o eco da subversão que é o amor
pela Glória da Rima e sua sombra o Esplendor.
Nascem rosas negras d'Ele que as semeia
Pela Terra que é o Sonho em forma de Aqui
E ao arrancá-las em seu galope a ideia
de espinhos é doce e crava-se e Ele ri.
Rasgam-se as peles do cavalo alado
E tem-se um desenho traçado a sangue
De turbulência por um verde prado
Sob o céu da mística e um urro: "Kerrang!!"
Jorra pelos ares todo um mar que alaga
E de seu fundo um túrpido azul propaga
Sons de golfinhos e de ManOwaR os cantos
E das sereias voluptuosas os encantos.
Os tubarões exibem suas mandíbulas
Por entre a flora e as algas que ondeiam
E além das povoações que torno ao mar aldeiam
Soerguem-se colinas e é de sempre o vê-las.
De seu alto, num gesto triunfal me despeço,
Próximo que estou de em Valhalla dar ingresso:
Longe do que é parado, humanos e balística,
Ergo alto a minha Espada: a Verdade Artística!